segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Um Índio chamado Curumim



Um Índio chamado Curumim

No mundo de Curumim

Infinito era o tempo

Antes de lhes ser dando a luz..

Luz da Visão,

Todos o cercavam de carinho

E Curumi correspondia

Tocando o melhor que podia,

Cantava como um Orfeu.

Todos que o ouviam paravam extasiados

Até os bichos se acalmavam

Tupã que ficava feliz com a voz de Curumi

Veio ajudá-lo,e aos olhos de

Curumi resolve deixar a luz brotar.

Mas era segredo e só a mãe sabia

Tanto fizeram que a mãe contou o segredo

Então Curumi voltou a ficar cego

E não suportando a falta da luz

Curumi no rio se jogou

E Tupã o transformou em pedra...

Na curva de um rio

Ao ouvir uma pedra gemendo é

Curumi lamentando e chorando

A falta de sua visão.

Dora Dimolitsas

domingo, 2 de setembro de 2007

Poesia


Em silencio contemplo a tela de

Hyeronimus Bosch

Onde sábios e bruxos

disputavam espaço.

A criação falava com imagens

Falando dos poderes das bruxas

E da transformação da Terra,

Do céu e do mar.

Sem esquecer-se

De destacar os homens pássaros

Que na poesia alcançam vôos

Unindo o passado ao presente

Tornando o planeta uma pequena casa

Dora Dimolitsas

A LUZ QUE BANHA A NOITE


Olá Boa noite te desejo um bom final de semana

Com amizade da Dora

Na resposta do silencio
Buscamos o sorriso,
Acreditando que tudo acontece.
No abandono das idéias.
Na complexidade
Da vida pela vida

Parece ser um dilema
Aquilo que pensamos
O que é verdade
Coisas pequenas
Com ares de importância
me faz repensar

Que a luz que banha a noite
Pode nos tocar
Fazendo o sol brilhar
Fazendo-nos sentir na pele
Aquele brilho se manifestar.
Dora Dimolitsas