sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Descubro –me em ti
Na quietude do seu abraço,
Estranho silencio de mim,
Ou de ti, eu, e você Explodimos em um.

Dora Dimolitsas


terça-feira, 1 de novembro de 2011

O Homem

O Homem

Do cálice flui a vida
Sangra a chaga do homem
Na bandeja exposta no altar
À carne metaforizada
É servida em fatias
Pequenas
Saciando a efêmera espera humana
Do homem firme no madeiro
A chama viva afirma a eternidade

Dora Dimolitsas

A perola

O pingo de chuva se fez perola
Na concha da pétala da rosa azul.

O verde cintilante
Viu a perola brilhando na concha
Do azul da Rosa.

Dora Dimolitsas

Sonhos Cadenciados


Sonhos Cadenciados
Meus sonhos galopam atmosferas,
Iguais as naves espaciais,
Perfurando cada canto
Ex-planando infinitos.

Solve toda essência,
Unindo aura com aura,
Ouvindo cada tic-tac,
Cadência com cadência.

O peito em brasa abraça os anexos
Mesmo incauta, removo relâmpagos revoltos
Entrego-me a conexão celular
Chego às colinas do real.

Dora Dimolitsas